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sábado, 4 de junho de 2011

Loló e o computador

Esta é uma obra infantil, achei muito interessante a abordagem da autora sobre a aprendizagem mediada pelo computador.
Farei um breve resumo da história.
Loló é uma garotinha de 10 anos, filha única, não tem muitos amigos, somente uma coruja, uma gata e uma secretária eletrônica.
Seus pais não dispensavam tempo para a filha, devido a muitos compromissos sociais e empresariais.
Loló achava a escola chata, sem motivação, definitivamente não gostava de estudar e por isso não conseguia aprender o que lhe rendeu zero nas notas e um sermão dos pais.
Então a garota pediu ao pai um "superminimicrocomputador (um computador bem pequenino)", que segundo Loló sabe tudo, pode resolver os problemas e exercícios. E de tanto vê-los a menina aprenderia.
Assim ela aprendeu a digitar, fazer pesquisas, arquivar, mexer com o drive e o interface.
A menina chamava o computador de Professor Dr. Informático, e contou a ele tudo sobre seus bichinhos, grandes companheiros, para que todos se tornassem amigos.
Dr. Informático e a menina logo tornaram-se íntimos, falavam sobre estrelas, plantas, astronautas, o sol, o fundo do mar, os países, o professor também contava histórias e era o melhor historiador do Brasil.
Quantas excursões fizeram juntos, Amazônia, Irã, República dos Camarões, lá comeram muitas cavaquinhas com molho de manteiga, foram também ao Egito, a Disney, Patagônia, visitaram o mundo todo.
A menina admirava o Dr. por sua esperteza e sabedoria.
Finalizando o breve resumo, a doce Lolò percebeu com o tempo que na verdade era sua própria inteligência que operava as ferramentas disponíveis e à partir daí tomou gosto pelos estudos e suas notas melhoraram significativamente.

Para ler a história O livro se Chama: Loló e o Computador
Autora: Maria Julieta Drummond de Andrade
Companhia Editora Nacional - coleção passelivre

domingo, 15 de maio de 2011

Cosumismo Infantil

Este vídeo comenta o poder controlador da mídia, principalmente sobre as crianças.
Os anúncios vinculados à imagem de pessoas famosas, transmitem a idéia de que para sermos felizes precisamos ter determinadas coisas.
Nossas crianças são as maiores vítimas e infelizmente os adultos que deveriam ter uma visão clara deste tipo de exploração, não conseguem proteger os pequenos.
Muitos pais são envolvidos pelas mensagens e acabam aceitando a idéia, que a felicidade de seus filhos está nos bens materiais e não no amor, no diálogo, na companhia e até no não quando se faz necessário.
A sociedade precisa ser alertada, os educadores precisam realizar um trabalho de conscientização dentro das escolas, para que os verdadeiros valores da vida não se percam, nesta nova geração.

sábado, 14 de maio de 2011

Marina Colasanti: Eu sei que a gente se acostuma. Mas não ...

Este texto me fez refletir sobre situações que ocorrem em nossa vida e não percebemos.
Será que estamos robotizados, perdemos o sentido verdadeiro da vida, esquecemos como é o canto de um pássaro?
Será que deixamos de olhar em volta, contemplar aqueles que nos cercam?
Será que nos fechamos em nosso mundo, em nossas preocupações e nem percebemos o planeta à nossa volta?
Até quando vamos achar normal o que não é.
Até quando vamos aceitar a fome, a miséria, mortes, injustiças, e continuar calados, resignados, achando que a vida é assim.
Se cada um de nós, plantássemos sementinhas de amor, respeito, solidariedade, inconformismo, justiça, consciência, autonomia, já pensaram quantas árvores nasceriam?


Marina Colasanti:  Eu sei que a gente se acostuma. Mas não ...
Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

domingo, 1 de maio de 2011

ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MEDIADO POR COMPUTADORES

Este artigo comenta sobre o uso de computadores como um meio de interação social, um meio de desenvolver culturalmente  a linguagem e propiciar que a criança construa seu próprio conhecimento.
O professor torna-se estimulador da curiosidade do aluno, mediando o processo de pesquisa, segundo Vygostsky, a aprendizagem ocorre com a mediação, e para Piaget a aprendizagem ocorre quando há um conflito cognitivo, portanto a intervenção do professor estimulando pesquisas on-line promoverá o conhecimento.
Além de aproximar aluno e professor, com a comunicação on-line, a aula pode ser ministrada adaptando-se ao ritmo de cada um.

Para ler este artigo acessar:


Poema sobre o ensino tradicional

Tenho muitos saberes, mas não posso usá-los,
Vejo muitas imagens, mas preciso guardá-las,
No meu céu coloco borboletas, mas não!
O certo são estrelas.        
As minhas flores as quero azuis, mas nâo!
O certo são vermelhas.
O que faço então, com as coisas que querem sair da cabeça?
Guardo tudo numa caixinha e escondo na gaveta.
Obedeço a voz  que diz: Você é uma folha em branco, e precisa ser escrita pelas mãos de um grande mestre.
Talvez um dia eu abra a caixinha, e deixe minha consciência andar sozinha.
Espero não seja tarde, para ter borboletas no céu e flores azuis.
Espero ter vontade de alcançar o desconhecido, voando com as asas do meu próprio entendimento.
Mestre, deixe-me pensar, deixe-me expressar as tantas coisas que minha mente quer falar!
Uma folha em branco eu não sou, minhas letras você me obrigou a apagar, com a borracha da submissão.
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Buraco Branco no Tempo



Este vídeo nos faz refletir sobre nossa sociedade atual, a forma como vivemos sem nos preocupar com a nossa casa, o planeta terra.
O consumismo desenfreado, a necessidade do ter, estão nos levando à destruição.
As imposições sociais tem levado o homem a ter e não a ser alguém que sente, que pensa, que faz. No formato atual da sociedade somos aquilo que possuimos.
O planeta clama por socorro!!!!
É preciso refletir sobre o caminho que a humanidade percorre, as escolhas que fizermos determinarão nosso futuro.
Que tal voltar ao ser interior, a essência do homem, aquele que é, e não aquele que possui.