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domingo, 1 de maio de 2011

Poema sobre o ensino tradicional

Tenho muitos saberes, mas não posso usá-los,
Vejo muitas imagens, mas preciso guardá-las,
No meu céu coloco borboletas, mas não!
O certo são estrelas.        
As minhas flores as quero azuis, mas nâo!
O certo são vermelhas.
O que faço então, com as coisas que querem sair da cabeça?
Guardo tudo numa caixinha e escondo na gaveta.
Obedeço a voz  que diz: Você é uma folha em branco, e precisa ser escrita pelas mãos de um grande mestre.
Talvez um dia eu abra a caixinha, e deixe minha consciência andar sozinha.
Espero não seja tarde, para ter borboletas no céu e flores azuis.
Espero ter vontade de alcançar o desconhecido, voando com as asas do meu próprio entendimento.
Mestre, deixe-me pensar, deixe-me expressar as tantas coisas que minha mente quer falar!
Uma folha em branco eu não sou, minhas letras você me obrigou a apagar, com a borracha da submissão.
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